Sobre o projeto

O livro Mulheres do Campo de Minas Gerais: trajetórias de vida, de luta e de trabalho com a terra é uma iniciativa do Governo de Minas, por meio da Fundação João Pinheiro e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, com apoio da Secretaria de Estado de Educação, do Instituto René Rachou – Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade de York.

Biografia coletiva de 12 mulheres, o trabalho é fruto de um projeto de pesquisa iniciado a partir de uma demanda apresentada em 2015 ao governo estadual pela Articulação de Mulheres do Campo de Minas Gerais, que destacou a necessidade de estudos que desvelassem a presença e a participação intensa das mulheres nas diferentes atividades econômicas do campo.

A demanda sublinhava ainda questões acerca do protagonismo dessas mulheres no que concerne à agricultura familiar e à agroecologia, destacando-as como um segmento específico no interior dos movimentos do campo e dos movimentos feministas que procuravam combater a exploração das trabalhadoras por meio do ecofeminismo.

O livro conta com dois anexos: uma coletânea de 12 livretos voltados para a educação infantil, que serão distribuídos nas escolas rurais do estado, e a série especial Mulheres do Campo, do programa Mulhere-se, da Rede Minas, com oito episódios. Além disso, o projeto deu origem a um diagnóstico quantitativo e uma página eletrônica com todo o conteúdo produzido.

Para a análise qualitativa, uma equipe de pesquisadoras da Fundação João Pinheiro realizou, entre outras atividades, visita a 12 comunidades rurais nos municípios de Belo Horizonte, Bom Despacho, Porteirinha, Santa Fé de Minas, Montes Claros, Itinga, Diamantina, Aimorés, Campo do Meio, Divino, Espera Feliz e Simonésia. Já o diagnóstico quantitativo, de abrangência estadual, foi construído por meio da recuperação de dados estatísticos e dos registros disponíveis sobre essas mulheres.

Coletânea – O livro Mulheres do Campo de Minas Gerais: trajetórias de vida, de luta e de trabalho com a terra foi organizado pela pesquisadora Marina Amorim e é o primeiro número da Série Sempre-Vivas, iniciativa do Grupo de Pesquisa Estado, Gênero e Diversidade (Egedi) da Fundação João Pinheiro (FJP), que já tem previstas as publicações de biografias coletivas de mulheres negras, de mulheres trans e de mulheres fardadas.