Dona Jovita

Jovita Maria Gomes Corrêa, conhecida como Dona Jovita, nasceu em 1957, e tinha 59 anos quando foi entrevistada. Ela nasceu na Comunidade Quilombola Mata dos Crioulos, localizada no Distrito de Diamantina, onde sempre morou. No ponto em que está localizada a sua casa, de frente para um pequeno rio, chegou ao se casar com Seu Lorico, com quem fundou uma das cerca de 100 famílias da comunidade. Nele, além de uma igreja evangélica, há quatro casas: a de Dona Jovita e Seu Lorico, em que vivem também os filhos Jura e Leia; a de outro filho, que é casado e tem duas filhas; a de sua sogra; a do pastor. As demais casas da Mata são distantes.

A apanhar sempre-vivas, lidar com a terra e cuidar da casa e dos filhos (são cinco no total, sendo que duas filhas não moram na comunidade), Dona Jovita aprendeu, ainda criança, com os seus pais.

Em especial, certamente, com a mãe, já que a lavoura de subsistência e as tarefas domésticas são consideradas obrigações femininas. Desde a infância, esse é o trabalho cotidiano de Dona Jovita, mulher que, diferentemente de suas filhas, não frequentou a escola e não sabe ler e escrever nem o próprio nome. Recentemente, com a criação do Parque Nacional das Sempre- Vivas, tornou-se uma das principais lideranças locais na luta pelos direitos da comunidade. Em função da sua trajetória de vida, foi agraciada com a Medalha Juscelino Kubistchek (JK), em 2015.

Dona Jovita foi indicada para participar deste projeto pela Comissão em Defesa das Comunidades Extrativistas (Codecex).

Marina Amorim e Mariana Lopes

Leia a biografia completa de Dona Jovita. Clique no centro da imagem para ampliar.